(EM CONSTRUÇÃO)
A radiodifusão na cidade Invicta começou a dar os primeiros passos cedo. Já em 1918, Júlio Silva - futuro proprietário da Ideal Rádio - tinha construído o seu primeiro emissor e feito chamadas aos colegas senfilistas. Este é o primeiro caso documentado, obtido através de declarações de Júlio Silva a uma revista da especialidade, em 1934. Não se sabe se, antes de 1918, existiram mais experiências de Telegrafia ou Telefonia Sem Fios na cidade do Porto. As experiências de T.S.F. e as tentativas de montagem de postos de radiodifusão só voltaram a acontecer na década seguinte.
As primeiras emissões de Telefonia Sem Fios são feitas por António Rodrigues, fundador da "Rádio Porto", uma casa comercial de aparelhos eléctricos e que acabaria por montar um posto emissor.
Várias pequenas emissoras de radiodifusão foram aparecendo e desaparecendo na cidade Invicta, a maior parte deles pertencendo a casas que vendiam aparelhos eléctricos, nomeadamente receptores de rádio. Existiam também muitos radioamadores, mas a maioria dedicava-se à Telegrafia Sem Fios. Poucos faziam experiências de radiodifusão com emissões de música e palavra, como os postos comerciais.
As estações de radiodifusão foram surgindo e emitiam em dias e horários diferentes, nalguns casos partilhando o comprimento de onda (frequência de emissão). Até finais dos anos 30, a Sonora Rádio emitiria numa frequência diferente dos restantes postos, pois retransmitia a Emissora Nacional. Só em 1939, aparece a primeira estação emissora que não estava ligado ao comércio: o Portuense Rádio Clube.
Durante a Segunda Guerra Mundial, as emissoras foram obrigadas a centralizarem-se numa só frequência e dividindo entre si – rotativamente - o horário de emissão. A escolha da estação centralizadora recaiu sobre o Portuense Rádio Clube, pois era a estação que melhores condições tinha na altura. Esta associação só terminaria nos anos 50, dando lugar depois aos Emissores do Norte Reunidos - mas só com cinco estações centralizadas, pois já tinham desaparecido a Sonora Rádio, o Portuense Rádio Clube, a Rádio Clube Lusitânia. A Invicta Rádio (que se transformou na Rádio Clube Invicta) deu lugar ao Rádio Clube do Norte.
Quando se iniciou a segunda metade do século XX, o Porto tinha emissores e estúdios, na cidade, do Rádio Clube Português; dos Emissores do Norte Reunidos; da Rádio Renascença e o Emissor Regional do Norte, da Emissora Nacional. Tudo em Onda Média. A Frequência Modulada chegaria ao Porto na década de 1960.
Em Outubro de 1936, aparece a segunda revista editada no Porto. A “Antena – revista mensal de T.S.F.” tem como director e editor Manuel Henrique Varejão. A revista trazia artigos técnicos, críticas às emissoras de Lisboa, um dicionário de rádio e a televisão já era assunto abordado nas suas páginas. Entre Outubro de 1939 e Março de 1940 a “Antena” viu interrompida a sua publicação devido à II Guerra Mundial. Terminou a sua publicação em Dezembro de 1947.
De destacar, ainda, a “Agenda do Radiófilo”, editada em Vila Nova de Gaia, em 1937.
As primeiras emissões de Telefonia Sem Fios são feitas por António Rodrigues, fundador da "Rádio Porto", uma casa comercial de aparelhos eléctricos e que acabaria por montar um posto emissor.
Várias pequenas emissoras de radiodifusão foram aparecendo e desaparecendo na cidade Invicta, a maior parte deles pertencendo a casas que vendiam aparelhos eléctricos, nomeadamente receptores de rádio. Existiam também muitos radioamadores, mas a maioria dedicava-se à Telegrafia Sem Fios. Poucos faziam experiências de radiodifusão com emissões de música e palavra, como os postos comerciais.
As estações de radiodifusão foram surgindo e emitiam em dias e horários diferentes, nalguns casos partilhando o comprimento de onda (frequência de emissão). Até finais dos anos 30, a Sonora Rádio emitiria numa frequência diferente dos restantes postos, pois retransmitia a Emissora Nacional. Só em 1939, aparece a primeira estação emissora que não estava ligado ao comércio: o Portuense Rádio Clube.
Durante a Segunda Guerra Mundial, as emissoras foram obrigadas a centralizarem-se numa só frequência e dividindo entre si – rotativamente - o horário de emissão. A escolha da estação centralizadora recaiu sobre o Portuense Rádio Clube, pois era a estação que melhores condições tinha na altura. Esta associação só terminaria nos anos 50, dando lugar depois aos Emissores do Norte Reunidos - mas só com cinco estações centralizadas, pois já tinham desaparecido a Sonora Rádio, o Portuense Rádio Clube, a Rádio Clube Lusitânia. A Invicta Rádio (que se transformou na Rádio Clube Invicta) deu lugar ao Rádio Clube do Norte.
Quando se iniciou a segunda metade do século XX, o Porto tinha emissores e estúdios, na cidade, do Rádio Clube Português; dos Emissores do Norte Reunidos; da Rádio Renascença e o Emissor Regional do Norte, da Emissora Nacional. Tudo em Onda Média. A Frequência Modulada chegaria ao Porto na década de 1960.
Publicações do Porto Dedicadas à Rádio
O «Indicador da Rádio» era uma revista gratuita, impressa no Porto, e oferecida em vários estabelecimentos comerciais.
O exemplar ao lado data de Janeiro de 1947, e foi oferecido pela “A Villarinha, Ld.ª” – uma casa de móveis da Rua de Cedofeita, no Porto.
O exemplar ao lado data de Janeiro de 1947, e foi oferecido pela “A Villarinha, Ld.ª” – uma casa de móveis da Rua de Cedofeita, no Porto.
A «Lista de Estações Philips» também era oferecida pelas casas comerciais.
Impresso pela Bertrand, em Lisboa, em 1938, trazia uma descrição das estações emissoras de todo o mundo equipadas com aparelhos Philips.Este exemplar tem na capa um auto-colante da estação portuense Ideal Rádio,mas os carimbos no interior atestam que foi oferecida pela casa Isaías Mendonça Abreu, do Porto.
A “Electra – quinzenário de electricidade e radiotecnia” é a primeira revista dedicada à rádio publicada no Porto. Sob a direcção de Manuel Henrique Varejão (CT1FK) surge em Setembro de 1934 e termina em Outubro de 1935. São editados apenas 18 números, existindo alguma irregularidade nas últimas publicações. Esta revista descreveu em pormenor as estações emissoras do Porto e as suas actividades.Impresso pela Bertrand, em Lisboa, em 1938, trazia uma descrição das estações emissoras de todo o mundo equipadas com aparelhos Philips.Este exemplar tem na capa um auto-colante da estação portuense Ideal Rádio,mas os carimbos no interior atestam que foi oferecida pela casa Isaías Mendonça Abreu, do Porto.
Em Outubro de 1936, aparece a segunda revista editada no Porto. A “Antena – revista mensal de T.S.F.” tem como director e editor Manuel Henrique Varejão. A revista trazia artigos técnicos, críticas às emissoras de Lisboa, um dicionário de rádio e a televisão já era assunto abordado nas suas páginas. Entre Outubro de 1939 e Março de 1940 a “Antena” viu interrompida a sua publicação devido à II Guerra Mundial. Terminou a sua publicação em Dezembro de 1947.
De destacar, ainda, a “Agenda do Radiófilo”, editada em Vila Nova de Gaia, em 1937.
POSTOS EMISSORES NA CIDADE DO PORTO
(Clique nos logos para aceder à página da emissora)
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Rádio Porto |
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Ultima actualização: 11 de Março de 2018
Muito informativo. Obrigada.
ResponderEliminarAinda bem que há quem se dedique a um trabalho que tem tanto de interessante como de bem elaborado. Vou colocar um link no meu blog.
ResponderEliminarForte abraço do Rui de Melo
https://crclubradio.blogspot.com/